Construir sem licença vai ficar mais simples!

Construir ou reabilitar casas sem licença vai ser mais fácil a partir de setembro.

Construir sem licença vai ficar mais simples!

A partir de setembro, vai mudar a forma como se pode construir e reabilitar casas em Portugal. Um novo diploma do Governo simplifica o processo e, em muitos casos, deixa de ser preciso pedir licença à Câmara Municipal.

Na prática, isto significa menos burocracia e decisões mais rápidas, mas também maior responsabilização para quem constrói.

 

O que muda?

 

Até agora, quase todas as obras precisavam de licença e aprovação da Câmara antes de começar.

Com as novas regras, isso deixa de ser sempre obrigatório.

 

Algumas situações passam a ser mais simples:

 

  • Em certos casos, não é preciso licença nem comunicação prévia
  • A responsabilidade passa a ser dos arquitetos e diretores de obra
  • Obras de reconstrução sem alteração da fachada deixam de precisar de licença
  • Projetos com parâmetros urbanísticos já definidos podem avançar mais rapidamente
  • Menos intervenção direta das câmaras municipais antes do início da obra

 

Como funciona agora?

 

Em vez do processo depender sempre de autorização da Câmara, passa a existir mais confiança nos técnicos e nos responsáveis pela obra. Ou seja:

A obra pode avançar mais depressa

Mas quem constrói assume a responsabilidade total se houver erros ou incumprimentos

 

O que está por trás desta mudança?

 

O objetivo principal é combater a crise da habitação em Portugal e acelerar a construção de casas.

O Governo quer:

Reduzir o tempo de espera nos licenciamentos

Aumentar a oferta de habitação

Simplificar o Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE)

Diminuir a burocracia na construção e reabilitação urbana

 

Mas há limites e regras importantes…

Apesar da simplificação, nem tudo fica isento de regras. Por exemplo:

 

Não é possível construir livremente em qualquer terreno

Os parâmetros urbanísticos têm de estar definidos (altura, número de pisos, uso do solo, etc.)

Em zonas históricas ou protegidas, continuam a existir restrições

Obras que alterem o volume do edifício continuam a precisar de licenciamento

 

Qual o impacto esperado?

Esta mudança pode ter efeitos importantes no mercado imobiliário:

Mais rapidez na construção de casas 

Valorização de terrenos com projetos já aprovados

Mais reabilitação de edifícios antigos

Possível aumento da oferta de habitação a médio prazo

 

A redução dos prazos de aprovação pode dar mais previsibilidade aos projetos, tornando o Crédito Habitação para Construção uma solução cada vez mais interessante para quem pretende avançar com a construção da sua habitação.

 

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